Pentágono mira secretário de Trump e abre investigação sobre uso de app em conversa secreta para bombardeio no Iêmen

  • 03/04/2025
(Foto: Reprodução)
Caso ganhou repercussão após jornalista ser incluído no grupo por engano. Autoridades vão apurar condutas do secretário de Defesa, Pete Hegseth, e de outros servidores. Jornalista incluído sem querer em chat do governo Trump divulga novos trechos com informações secretas de ataque no Iêmen O Escritório do Inspetor-Geral do Pentágono anunciou nesta quinta-feira (3) que abriu uma investigação sobre o uso do aplicativo de mensagens Signal pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, para coordenar os ataques americanos contra os Houthis do Iêmen. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A operação, realizada em 15 de março, ganhou repercussão depois que um jornalista da revista "The Atlantic" foi adicionado por engano ao grupo de mensagens onde as estratégias estavam sendo discutidas. Segundo a publicação, o bate-papo tinha informações ultrassecretas. Embora a investigação seja conduzida pelo inspetor-geral do Pentágono, o órgão é comandado pelo próprio Hegseth, alvo da apuração. Ainda assim, o inspetor-geral tem autonomia para investigar possíveis irregularidades dentro do Departamento de Defesa. O inspetor-geral interino do Pentágono, Steven Stebbins, afirmou que a investigação analisará se Hegseth e outros membros do Departamento de Defesa seguiram os protocolos de segurança. "O objetivo desta avaliação é determinar até que ponto o secretário de Defesa e outros funcionários do Departamento cumpriram as políticas e procedimentos para o uso de um aplicativo de mensagens comerciais para assuntos oficiais", escreveu Stebbins em um comunicado. O Signal não é um canal autorizado pelo governo dos EUA para o compartilhamento de informações sigilosas. O Executivo dispõe de sistemas próprios para esse tipo de comunicação. O caso gerou forte reação no Congresso. Parlamentares democratas e republicanos passaram a pressionar a Casa Branca para tomar medidas. Alguns membros da oposição pediram que o presidente Donald Trump demitisse Hegseth e o conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz. Trump e Hegseth minimizaram a polêmica e negaram que dados sigilosos tenham sido compartilhados no grupo. O presidente, no entanto, determinou que o governo avalie a segurança do Signal para uso em comunicações sobre assuntos nacionais. LEIA TAMBÉM Foguinho, bandeira e soquinho: alto escalão dos EUA usou emojis ao falar de planos de guerra secretos em grupo de chat Trump vira meme após impor tarifas contra ilha de pinguins VÍDEO: Carro explode em Amsterdã, e motorista sai do veículo em chamas Vazamento O atual secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth Evan Vucci/AP O editor-chefe da The Atlantic, Jeffrey Goldberg, foi incluído acidentalmente no grupo de mensagens onde autoridades americanas discutiam estratégias ultrassecretas sobre os ataques contra os Houthis. Entre os participantes do grupo estavam Hegseth, Waltz, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo Goldberg, tudo começou em 11 de março, quando ele recebeu uma solicitação no Signal de um usuário identificado como "Michael Waltz" — o mesmo nome do conselheiro de Segurança Nacional. O jornalista só acreditou no conteúdo das mensagens quando, dias depois, os EUA lançaram ataques contra os Houthis a partir de porta-aviões no Oriente Médio. O jornal "The New York Times" classificou o episódio como "uma falha extraordinária de segurança". O relato de Goldberg mostra momentos em que Vance e Hegseth criticam diretamente as potências europeias aliadas dos EUA. Ao discutir ataques aos Houthis, que têm bloqueado algumas rotas marítimas no Oriente Médio, o vice-presidente afirmou que apenas "3% do comércio americano passa pelo Canal de Suez", enquanto "40% do comércio europeu passa por lá". "Eu apenas odeio salvar a Europa de novo", criticou Vance, ao deixar implícito que uma operação dos EUA contra os Houthis supostamente ajudaria mais os europeus do que os americanos. "Eu compartilho totalmente do seu desprezo pelos aproveitadores europeus. É PATÉTICO", concordou Hegseth. A "The Atlantic" também destacou que, logo após os ataques, Waltz deu entrevistas elogiando as ações do governo Trump e criticando a abordagem da gestão Biden no Iêmen, que ele classificou como "alfinetadas pouco efetivas". Emojis em chat com a cúpula do governo americano Reprodução/The Atlantic VÍDEOS: mais assistidos do g1

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/04/03/investigacao-pentagono-grupo-de-chat-sobre-iemen.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Anunciantes